Síndrome de burnout e DTM: o que eles têm a ver?

Parando para respirar um pouco, refrescar a mente e aliviar a alma. É difícil separarmos um tempo para isso, não é mesmo? Ainda assim é necessário entendermos o que é prioritário nas nossas vidas. Hoje, vamos explorar um pouco a respeito da síndrome de burnout e suas consequências na saúde do ser humano.

O que é a síndrome de burnout?

No português, podemos chamá-la de síndrome do esgotamento profissional. Assim como o próprio nome infere, o burnout é um distúrbio emocional em relação ao trabalho. Sendo causado por estresse, exaustão e ansiedade, a síndrome tem afetado muitas pessoas ao redor do mundo. Quem já teve, sabe como é horrível ter que passar pelo mesmo. O fato é que não conseguimos viver uma vida sustentável sob tamanho esgotamento físico e mental. Em termos mais concretos, as causas para o surgimento da mesma podem ser vistas em um contexto onde:

  • Não se respeitam os horários de entrada e saída do trabalho
  • Há falta de integração com a equipe
  • Os prazos de entrega são irrealistas
  • Os chefes são abusivos
  • Há um aumento na carga de trabalho sem recompensas claras
  • Há falta de clareza em relação aos objetivos da equipe e da empresa como um todo

Saúde física e mental – DTM

A saúde física é tão importante quanto a mental. Mas poucos são os que reconhecem isso e pesam ambos na balança de suas vidas. Você cuida da sua alma da mesma maneira que cuida do seu físico? Como você cuida do seu corpo físico também?

A questão é que ambos são interdependentes e fazem parte de um mesmo corpo do indivíduo. Já se sentiu tão mal interiormente que viu seu corpo se defasar junto? Há um termo para doenças do gênero – aquelas de ordem psicológica que terminam por se refletir na saúde física. São elas: as doenças psicossomáticas.

Como profissionais da área da odontologia, não podemos deixar de citar a Disfunção Temporomandibular (DTM). Para melhor compreensão, vamos começar com os sintomas. Por acaso você sofre de fortes dores de cabeça, dor nos olhos, no ouvido ou até mesmo nos ombros ou pescoço? Por vezes, ouve alguns estalos ao abrir e fechar a boca? Ou alguns zumbidos em seu ouvido? Estas são as principais causas da chamada DTM. Elas também acabam refletindo um cansaço e desgaste extremos ao acordar nos nossos dias.

“E o que tudo isso tem a ver com odontologia?” – você deve estar se perguntando.

Primeiramente, a DTM acontece devido a um mau encaixe da sua ATM – a articulação responsável por diminuir o atrito entre seu crânio e a mandíbula inferior. Além disso, ela também cuida do abrir e fechar da boca e pode sofrer com algumas pressões, caso a sua oclusão não esteja devidamente posicionada.

Um pouco complicado sim. E é por essa razão que um acompanhamento com seu profissional de confiança se faz tão importante para um check-up geral.

Por que a DTM surge e qual sua relação com a Síndrome do Burnout?

Assim como comentamos, a DTM é um distúrbio psicossomático. Ou seja, ela surge de uma desordem psicológica do paciente. Principalmente em tempos de pandemia, vimos como foi difícil manter a sanidade mental em nossos dias. A mistura de cada área da nossa vida e a sensação de que estamos sempre trabalhando trouxeram sérias e graves consequências no mundo inteiro.

Estresse, ansiedade, desgaste, exaustão, depressão… Todos eles são fatores que influenciam e intensificam as chances de um diagnóstico com DTM. Não coincidentemente, os mesmos estão diretamente relacionados com a Síndrome do Burnout.

Assim, a mudança no seu estilo de vida se faz essencial para sua recuperação plena. Uma boa alimentação, exercícios físicos, praticar hobbies e rir com os amigos fazem toda a diferença. Contudo, ela não basta por si só. Aqueles diagnosticados com DTM necessitam de um acompanhamento técnico com seu profissional dentista. Caso contrário, viverão dependentes de remédios para dores de cabeça, sem de fato agirem na raiz do problema.

O autocuidado e a solução entregue pelo profissional devem andar de mãos dadas. O paciente, com o cuidado interior, e o profissional, em alinhar as articulações a fim de aliviar as dores e melhorar a qualidade de vida.

Para melhor compreensão, segue um vídeo da nossa especialista dra. Erica Jin, a respeito do tema:

Atenção: nenhuma das informações acima confirmam o diagnóstico do paciente ou substituem uma consulta presencial!

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